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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

FORGET-ME-NOT 36

 

Se pretendemos curar as feridas impostas à cultura humana por sua visão excessivamente materialista é necessário elevarmos nossa consciência de família humana para incluir aquelas almas que vivem fora da dimensão terrena.

Nosso coração é capaz de naturalmente sentir pesar e preocupação por uma criança viva que está abandonada e sem atenção e os cuidados amorosos de uma família, contudo nossa propensão ao materialismo nos faz esquecer completamente as necessidades das almas que partiram do plano físico.

Essa cegueira nos impede de oferecer apoio e sustentação a tais almas e também de receber seus conselhos e orientação quanto aos nossos assuntos terrenos.

Não é fácil, porém estabelecer um contato sadio com as almas que estão além da dimensão física.

Muitos tentam um contato ilegítimo através das correntes astrais inferiores, usando drogas, sexualidade, mediunidade ou perigosas técnicas ocultistas. 

Em vez de usar esses métodos, devemos ser capazes de estabelecer contato com tais almas de um modo sincero e consciente. 

O caminho da comunhão de almas além dos limiares terrenos é um caminho de amor, ele depende da nossa capacidade de acreditar que a alma  que deixou a forma física continua a existir, permanecendo fiéis e continuando a nutrir os vínculos amorosos iniciados na Terra. 

A essência floral Forget-Me-Not, (Myosotis sylvatica), ajuda a despertar a alma para esse nível mais elevado de troca amorosa. 

É uma importante essência que pode ser levada em consideração após o estágio inicial do sentimento de pesar pela morte de um ente querido, também pode ser útil para quem nunca resolveu plenamente uma sensação de isolamento e abandono após a perda de membro importante da família ou de um amigo durante a infância.

Forget-Me-Not também pode ser usada pelo casal que pretende ter um filho e quer estabelecer um elo consciente com a alma que busca encarnar através dele, ou pode ser benéfica  quando a pessoa deseja compreender a conexão anímica mais profunda, kármica, que inspira ou desafia um relacionamento atual. 

Em todas as situações, Forget-Me-Not nos guia em direção a um amor maior pela família humana e a uma percepção consciente da inacreditável profundidade, beleza e possibilidades dos relacionamentos entre almas.




terça-feira, 16 de junho de 2015

METAFÍSICA DA SAÚDE II


É importante que estendamos mais detalhadamente o que representa a doença para nós.

A doença é muito mais do que uma mera disfunção natural. Na verdade, ela faz parte de um sistema de controle total que no momento atual se destina a estimular nossa evolução. Não se deve livrar os seres humanos da doença pela simples razão que a saúde de fato precisa dela por ser o seu par polarizado complementar.

O homem está doente porque lhe falta a Unidade. O homem sadio, ao qual nada falta, só existe nos livros de medicina. Na vida real não existe um único exemplar desses.

Pode haver pessoas que há vários anos não mostram sintomas específicos de qualquer doença grave, porém isto não altera a afirmação de que também elas são doentes e mortais.

Estar doente neste contexto significa ser imperfeito, inseguro, vulnerável e mortal.

Assim podemos afirmar que a doença e a  morte destroem a mania de grandeza dos homens e corrigem sua unilateralidade.

O homem vive de seu ego que está faminto de poder.

O eu cada vez infla mais e sabe muito bem como nos pressionar a servi-lo, apresentando -se sempre com novos e mais nobres disfarces.

A doença compensa todas essas unilateralidades na medida em que empurra o ser humano para o pólo oposto, obrigando-o a percorrer a mesma distância que o afastou do centro para um dos lados.

A doença compensa cada passo que damos no interesse do nosso ego com um passo equivalente rumo a submissão e ao desamparo.

Assim acontece que quanto mais capazes e competentes formos, mais nos tornaremos vulneráveis às doenças.

A doença faz parte da saúde assim como a morte faz parte da vida.  Estas frases nos causam desagrado, mas têm a vantagem de poder ser comprovadas por qualquer pessoa, bastando para isso uma observação imparcial dos fatos. Não pretendemos impor nosso ponto de vista, mas ajudar aqueles que estão prontos a se tornar mais conscientes, acrescentado à sua visão costumeira um novo modo de olhar.

A destruição das ilusões nunca é fácil ou agradável; no entanto, ela sempre resulta em nova liberdade de movimentos.

A vida é um caminho repleto de constantes desilusões, uma após outra nos vão sendo tiradas até podermos suportar a verdade.

Assim, aqueles de nós que está preparado para suportar a compreensão de que a doença, a morbidez e a morte são companhias essenciais e fiéis da vida, acabam por descobrir que essa constatação não concretiza desesperança, mas sim a revelação de que aquelas amigas  ajudarão a encontrar nosso caminho mais verdadeiro e saudável.

Muito pouco de nossos amigos, se é que temos algum, são tão honestos conosco ou estão dispostos a expor nossas manobras egóicas, ou são tão sinceros a ponto de nos fazer olhar nossos defeitos, ou seja, enxergar nossa sombra.

A verdade é que, se qualquer um dos nossos amigos ousasse fazer isso, imediatamente nós o classificaríamos como inimigo.

O mesmo não acontece com a doença. Ela é honesta demais para conosco para que lhe dediquemos nosso amor!

Nossa vaidade nos torna tão cegos e vulneráveis quanto aquele imperador cujos novos trajes foram tecidos com suas próprias ilusões.

No entanto, nossos sintomas são incorruptíveis: eles nos obrigam a ser sinceros.

Sua presença nos mostra justamente aquilo que nos falta, aquilo que recusamos trazer a luz, o que fica na sombra e quer manifestar-se e bloqueamos com nossa unilateralidade.

A doença sempre aperta o ponto vulnerável ou o ponto em que somos "infelizes" porque acreditamos ser possível alterar o rumo do mundo com a nossa autoridade pessoal.

Aí basta uma dor de dente, um torcicolo, uma gripe ou uma desinteria para transformar o brilhante 
herói num pobre verme.

É exatamente neste momento que passamos a detestar a doença.

"Prevenir é melhor do que remediar." Prevenir significa submeter-se voluntariamente, antes que a doença nos obrigue a fazê-lo.

É a doença que torna os homens passíveis de cura.

A doença é o ponto de mutação em que um mal se deixa transformar em bem. 

Para que isto possa ocorrer, temos de baixar a guarda e, em vez de resistir, ouvir e ver o que a doença tem a nos dizer. 

Como pacientes, temos de ouvir a nós próprios e estabelecer um contato com nossos sintomas, para podermos captar a mensagem.

Precisamos nos dispor a questionar nossas próprias suposições e nossos pontos de vista acerca da nossa personalidade e aceitar conscientemente cada um dos sintomas como um professor que deseja ensinar algo sobre nossa forma física.

Precisamos tornar o sintoma supérfluo, na medida em que permitimos que ele faça entrar na nossa consciência aquilo que nos falta.

A cura sempre está associada a uma ampliação de consciência e a um amadurecimento pessoal.

Se o sintoma apareceu, porque parte da sombra aí se precipitou, a cura é a inversão do processo, na medida em que torna consciente o princípio por trás do sintoma, e assim ele simplesmente desaparece do corpo físico.

Do Livro: A Doença Como Caminho de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke

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